Halloween de porta em porta em Curitiba vira vídeo viral
Um vídeo do perfil @dicasemcuritiba mostra crianças fantasiadas indo de casa em casa pedindo doces no bairro Jardim Social, em Curitiba, no Halloween. A cena,…

No Brasil, o Halloween costuma ser celebrado em festas, escolas e shoppings, com a "caça aos doces" em horários e locais definidos. Em Curitiba não é diferente: os guias de programação da cidade listam eventos em shoppings, no Centro e em espaços culturais. Por isso chamou atenção um vídeo do perfil @dicasemcuritiba, no Instagram, que mostra algo mais raro por aqui: crianças fantasiadas andando de casa em casa no bairro Jardim Social, em Curitiba, pedindo doces nas portas, como nos filmes americanos.

O vídeo

Ver a publicação do perfil @dicasemcuritiba no Instagram

A legenda do perfil é apenas um convite para seguir a página e conhecer a cidade, com o emoji de abóbora, e a trilha é This Is Halloween, a música do filme O Estranho Mundo de Jack. Quando o vídeo foi consultado para esta matéria, ele tinha cerca de 6 mil curtidas e 187 comentários. O texto não reproduz o conteúdo dos comentários, porque eles não estavam acessíveis à redação.

De onde vem o "doces ou travessuras"

O costume não nasceu nos Estados Unidos. Segundo a Wikipedia, ele tem raízes em tradições da Irlanda e da Escócia:

  • Samhain: festival celta de 31 de outubro a 1º de novembro, que marcava o começo do inverno. Acreditava-se que os espíritos dos mortos visitavam os vivos, e quem se disfarçava de espírito recebia oferendas.
  • Souling: desde o século XV, na Inglaterra, as pessoas pediam "bolos de alma" em troca de orações pelos mortos, entre 31 de outubro e 2 de novembro.
  • Guising: na Escócia e na Irlanda, crianças fantasiadas passavam de casa em casa e recebiam doces ou dinheiro em troca de cantar ou recitar algo. A prática existe desde pelo menos o século XVI.
  • América do Norte: o registro mais antigo de guising no continente é de 1898, no Canadá. A expressão "trick or treat" aparece em 1917, em Ontário, e nos Estados Unidos em 1928. A popularização veio nos anos 1950.

O que hotéis e restaurantes podem tirar dessa cena

Estas são sugestões da redação, não dados de pesquisa. Um vídeo caseiro de bairro faz sucesso justamente por ser espontâneo e local, e isso dá pistas para quem vive de hospitalidade:

  • Doces ou travessuras no salão: uma "rodada de doces" para crianças fantasiadas, em horário fixo, mantém o clima sem depender da rua.
  • Cardápio temático curto: uma sobremesa e uma bebida de abóbora ou de "poção" resolvem sem trocar a cozinha inteira.
  • Decoração que rende foto: a entrada decorada vira conteúdo para as redes dos próprios clientes.
  • Combine com a vizinhança: se a ideia é receber crianças de casa em casa, avise moradores e organize o trajeto com um adulto responsável.
  • Cuidado com alergias: informe os ingredientes dos doces, porque amendoim, leite e glúten são os pontos de atenção mais comuns.

Procurando onde comer ou se hospedar depois da festa? No HotelRestaurante você encontra restaurantes e hotéis para completar o programa.

Fontes

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